06 November 2009

(Terminou a contagem decrescente!)

A contagem decrescente continua. Agora, com uma possibilidade a menos. Nem consigo descrever o tamanho da náusea que este nervosinho me está a provocar. Parecerá exagerado, trata-se “apenas” de uma curtição de pouco mais de duas horas com direito a bilhete comprado, é verdade. Mas o excesso de stress vai muito além disso. É a possibilidade de um serão a dois que, a realizar-se, está a ter um preço emocional doloroso, é a lembrança de tantas possibilidades mortas quase à nascença, e muitas outras que nem podem, sequer, chegar a zigotos, só para não fazer doer (Londres... oh!). Serei demasiado complicada ou orgulhosa por não pedir ajuda? Tenho que admitir que, em certa medida, sou tudo isso. No entanto, aquilo que faz o meu coração vibrar eu tenho de viver por inteiro, desculpem lá. Ou vivo com tudo a que tenho direito e ponto final, ou não me satisfaço com a coisa pela metade. Poderia chegar ao concerto a meio, ficar escondida atrás de um holofote ou rebentar os tímpanos junto a uma coluna de som. Mas se eu até optei pelo bilhete mais caro porque queria ver tudo com a “realeza” de há 5 anos atrás, por que razão hei-de contentar-me agora com aquela sensação de quem está mesmo quase, quase a chegar ao orgasmo e não passa disso? Então, prefiro ficar sem nada e gozar da lembrança do passado, esse sim, vivido até sair pelas costuras!
Por fim, sinto-me culpada. De certa forma, é por causa do meu filho que deixei de ter a liberdade das loucuras de última hora, e ele não tem nisso qualquer responsabilidade. Não o culpo por nada, juro, mas just in case vou empanturrá-lo de amor logo à noite!


P.S. Afinal, parece que sempre consigo ir ao concerto. Já posso respirar. Maariah, ainda me invejas a sorte?? :) :)

90 minutos

90 minutos, apenas. Por esse punhado de minutos corro o risco de não poder entregar o meu precioso bilhete ao segurança, no domingo. Por tão pouco tempo, eu e o gajo tornamos a ter de fazer algo em separado, porque um dos dois (eu...) terá de ficar em casa com o miúdo. As poucas possibilidades só darão resposta definitiva à última hora. Até lá, tenho de controlar este nervoso miudinho que me mói a barriga. Há 5 anos atrás, fomos sem pensar em nada, livres de horários e compromissos. Que saudades desses tempos. Depois da vinda do bebé, tudo mudou. Raramente há planos em conjunto; as mais das vezes é cada um por seu lado, um vai e o outro fica em casa. Ocasionalmente, um coração gentil oferece-se para ficar com o nosso rebento. Mas nos últimos tempos, tem sido cada vez mais difícil. Tão difícil que tardará o dia em que vou tornar a combinar qualquer coisa a dois. Estou deveras triste.
(não, não estou a ser pessimista, apenas a mentalizar-me de que poderei ter de prescindir do meu bilhete. Mais vale preparada para o pior, do que surpreendida pelo azar!)

05 November 2009

Queria ter este bebé, também...



Prometo cuidar-te, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença (bom, levo-te à oficina, o resto será com o mecânico), até que algum acidente ou ausência de pagamento da prestação nos separe.

04 November 2009

Mann gegen Mann ou as vantagens da homessexualidade

Letra interessange, video irreverente. Aspecto curioso: nenhum dos elementos da banda é, sequer, gay!

Que feliz me senti a conversar - e com um homem! e magro como o caraças!- sobre queima de kcalorias, como e quanto se perde num ou noutro exercício, sem me sentir uma geek obcecada. Ora bem, parece que o total de kcalorias que se deve consumir num dia inteiro é desgastado em três horas de BTT. E que num dia inteiro de BTT lá se vão umas boas 8.000 kcalorias. Não tivesse o meu rabo uma certa alergia a bancos de bicicleta e eu tornava-me já adepta ferrenha. Acrescenta o dito rapaz que a sua pessoa possui apenas uns irritantes 12% de massa gorda, contrapondo-se aos meus... bem, não vou dizer, não posso pôr-me aqui a chorar. Portanto, para uma pessoa se manter minimamente decente, tem de fazer um intenso treino diário. Ou seja, nada que dure até 20 minutos produz grande efeito, porque até essa altura o corpo não se está a livrar da gordura acumulada; só a partir daí se pode falar em perda. A parte boa é que não se precisa de ficar com os bofes de fora, pois qualquer exercício num ritmo constante favorece essa perda. Portanto, a minha horinha de ginásio, que começa com um treino de 20 minutos na elíptica, passa pela musculação e termina nos 15 minutos de remo não chega para fazer diminuir a bóia de badocha que tenho enrolada áquilo que antes era a minha cintura. Olha, ao menos de morrer afogada estou livre!

03 November 2009

Às 07:30, os sinos dobram só para mim. Ouço a candura da sua música e abro os olhos, sentindo-me em paz. Gosto de começar assim o dia. Obrigada, ringtones do iPhone!

02 November 2009


Que o caminho é difícil, mais para uns do que para outros, isso já se sabe. Mas o que distingue os vencedores dos perdedores é, por vezes, a garra com que acreditam em si mesmos, acabando por desenvolver uma criatividade acima da média para conquistarem os seus objectivos. O Bernard Lachance é um perfeito exemplo disso. Canadiano, decidiu que haveria de se tornar num cantor famoso. E conseguiu-o. Depois, que haveria de tornar-se conhecido nos EUA. E conseguiu-o. Não é, de longe, o meu tipo de música. No entanto, é o tipo de pessoa que faz parte da minha prateleira de inspirações, à qual vou remexer sempre que me sinto insegura ou incapaz de ultrapassar algo.

30 October 2009


God, o que há de iphone covers e bolsas por aí! Escolher um simples vestidito não é coisa que se possa fazer em escassos minutos, quando as prateleiras abundam em cores, texturas... e até tatuagens, Cristo! Infelizmente, a cover da imagem não passa de uma miragem, porque se trata de uma edição limitadíssima a uma porra de uma Game Developers Conference só para geeks, claro!
O meu bebé ainda nem sequer saíu da caixinha. Vou comprar-lhe um berço lindo, lindo, para proteger aquela fofura de rosto de vidro, para evitar idas desnecessárias à oficina.

29 October 2009

Que coisa mais linda acabou de vir parar às minhas mãos! É uma caixinha preta, com umas letras muito bonitas. Quase parece a embalagem de um perfume. Mas não. É "só" o brinquedo que me vai ocupar a noite toda: o fôfo iPhone! Hoje vou para casa a voar!!!!
E o que é que se passou hoje de manhã, depois de um maravilhoso ensaio na noite anterior?? O raio do puto não queria porque não queria vestir a linda fatiota! Enfeitei-me de cabeleira e chapéu, batom de vermelho gritante, a ver se o estimulava. Acedeu à roupa, aceitou com relutância a cabeleira e a cartola mas só para o curto espaço de tempo entre o sair do carro e entrar na escolinha. Mal atravessámos a rua, já estava a pedir para tirar os adornos da cabeça. Convenci-o a manter a compostura... o que durou até chegar à porta da escola e deparar-se com um enorme e ruidoso grupo de esqueletos, bruxas, dráculas e afins. Ali à frente de todos, quase em pânico, atirou com chapé e cabeleira e gola e capa, enquanto eu era aclamada como a mamã mais bonita do dia. E eu que não cabia em mim de alegria por, através do puto, ter uma execelente justificação para usar os meus amados trajes de bruxinha. Só desgostos! O meu filho só me dá desgostos!

28 October 2009


E o que é que se vai passar amanhã???? FESTA DO HALLOWEEN na escolinha do S. E quem é que está mais entusiasmada, quem? Eu, a mãe, claro! Bom, entusiasmada porque vou ter um excelente pretexto para usar a minha peruca e respectivo chapéu (diga-se, lindo de morrer!) de bruxa; e ansiosa porque não sei se no último minuto o raio do puto vai aceitar que o vista de drácula (roupinha mais linda que lhe comprei!!!!).







Ontem, tivemos de passar pelo hipermercado antes de irmos para casa. Eram compras muito rápidas e simples. O hiper estava vazio, música calma, mas acabei por me perder entre corredores e coisas... porque o meu filho, que nem quatro anos tem e já me passa da cintura, estava ali a acompanhar-me como gente grande. Muito compostinho e janota, seguia-me, puxando o trolley com cuidado. Ajudou-me nas compras, rejubilou quando optei pelo balde cor-de-rosa, entreteve-se nos livros infantis mas não me pediu nenhum. Enlevada por um orgulho brutal, quis prolongar aquele momento tanto quanto possível. Quando não está em modo peste, este meu filho é a coisa mais querida! E eu não caibo em mim de contentamento, vendo-o tão crescido, tão independente, a conversar sobre qualquer coisa, a fazer perguntas sem parar, naquele tom deliciosamente infantil, dedinho magro espetado e olhos curiosos.
Há momentos que tanto amor até dói!

27 October 2009

Ela e ele foram passear pela cidade. Os olhos dela ficam agarrados a uma montra e foi impossível não entrar. Dois vestidos lindos e caros tomaram conta do seu coração. E agora, qual dos dois levar? Ele oferece-se (coisa rara!) para a presentear com uma das peças. E ela, felicíssima da vida, aceita e decide presentear-se com o outro. Dois vestidos de uma vez. Ai, o coração feminino já a rejubilar de contentamento! Saíram da loja. Como o passeio se ia prolongar, deixaram os sacos no porta-bagagens. E foram à sua vida.
No regresso, deparam-se com um vidro partido. Os vestidinhos já eram, bem como o GPS. Ela ficou completamente possessa. Imaginar que um mânfio qualquer lhes invadiu a privacidade, tomou posse daquilo que foram ele e ela que pagaram, e, principalmente, arruinou um estado emocional positivo. O GPS é algo facilmente substituível. As roupas, independentemente de terem sido caras ou não, fazem parte da nossa metade emocional. Diante de uma peça de roupa que nos assenta na perfeição e é a nossa cara, há todo um universo criativo que nos anima e atira lá bem para o alto. Um assalto, como foi o caso, é o tirar do tapete e fazer-nos cair de costas desamparadamente. A juntar, a nula esperança de reaver um saquinho de papel que seja, porque a polícia não funciona e a justiça quantas vezes está a olhar para o lado.
Os objectos são meros bens materiais. Mas é em através deles que materializamos as nossas emoções e sentimentos, quem nunca sorriu ao imaginar por onde já andaram os seus jeans favoritos ou as botas ou a t-shirt ou o carro. O que possuímos reflecte o nosso estado interior, conta a nossa história e acompanha-nos, como um amigo. Vermos a nossa história pessoal devassada por um estranho que se apropria dela despudoradamente é, no mínimo, chão para uma raiva intensa e morosa.
Em entrevista à Oprah, Elizabeth Edwards, mulher de político traída, confessa o que sentiu durante todo o processo da descoberta da infidelidade do marido, as emoções, o auto-controle. E explica o porquê de o perdoar. A razão apontada é simples de entender: foi um excelente marido e pai ao longo de trinta anos, não seria agora um affair de uma ou duas noites que ditaria o o fim de um amor tão longo e forte que lhe custou a construir. Até aqui, tudo bem, faz sentido. O que não faz qualquer sentido é a mensagem que envia à "outra". Basicamente, Elizabeth inocenta o marido, coitadinho, estava na sua vidinha e foi seduzido por uma oca que só quer é luxo, enquanto que a "outra" não passará de uma invejosa e incapaz de construir o que ela e o marido têm construído ao longo de tantos anos de relação. Aqui é que a coisa se me entra mal. Por que raio as mulheres se fingem tão ingénuas ao ponto de mais depressa perdoar o sacana do seu homem e atirar todas as culpas para cima da outra? Elas não estiveram lá, como podem estar certas de que foi a outra que seduziu e não o seu homem que se atirou ao naco? Os homens têm uma sorte do caraças. Até nestas merdas são perdoados, enquanto que as mulheres se envolvem em verdadeiras cat fights, descabelando-se e perdendo a compostura e a razão. Eles ficam a olhar, divertidos: atiraram a bomba e agora é só vê-la rebentar. No entanto, as mulheres não são burras; querem fazer-se passar por tal. Um homem faz tanta falta que, para tê-lo, vale até humilhar-se, é o que me ocorre pensar nestes casos.
Esta senhora tem um diagnóstico pesado: sofre de cancro da mama terminal. Fosse ela uma pessoa saudável e esposa de um homem anónimo, teria ela a mesma capacidade de perdão?